Bricolagem e semiótica

    A publicidade geralmente utiliza vários elementos da arte para a as suas criações. A bricolagem é uma interessante ferramenta que emprega elementos da indústria cultural como referência para as produções publicitárias. Confiram abaixo slides elaborados por mim e que abordam o referido tema:  


Pré produção audiovisual

O cinema, a televisão, o teatro são formas de artes que possuem a dramaturgia como produto principal. Nos slides a seguir são abordados as principais fases do processo de pré-produção audiovisual:




Vídeo Semiótico, recortes de imagens associadas à música

     O vídeo abaixo foi  produzido para a Disciplina de Semiótica da Mídia de um curso de Comunicação Social, feito por mim com a parceria de meus colegas Daniel Araújo e Neyara Lima. São recortes de imagens que se associam aleatoriamente à letra da música e que em alguns momentos podem parecer sem relação alguma, mas o sentido é criado por nós mesmos e pelo contexto midiático.




Semiótica e arte

       As manifestações artísticas em suas mais variadas formas, da literatura ao teatro, à pintura, à música, o cinema, as artes plásticas, a escultura, etc., têm sido um dos campos de maior investigação semiótica. Os motivos para isso são diversos. Primeiro pelo fato de as artes serem um campo de pesquisa ainda muito vasto por explorar em termos teóricos, não reivindicados por outras áreas da ciência já consolidadas.  







Neoclassicismo: retorno às raízes da antiguidade ocidental


       O Neoclassicismo foi uma corrente artística que se desenvolveu entre o século XVIII até meados do século XIX, também ficou conhecido como estilo neoclássico e foi o resultado da tentativa de um resgate de itens importantes das artes da antiguidade clássica greco-romana, características como o equilíbrio, a ordem e a clareza foram revalorizados.
      Os estilos Barroco e Rococó já estavam praticamente esgotados no que se referia às possibilidades expressivas e formais de ambos os estilos, tal esgotamento ocorreu a partir do século XVIII  e foi acompanhado pela crise da ordem social que os sustentava.  Assim como se verificou em outros momentos de crise, como na transição da Idade Média para a Idade Moderna que deu origem ao Renascimento, por exemplo. O retorno às raízes artísticas da civilização ocidental através da antiguidade greco-romana, se mostrou como uma solução para o encontro de uma estabilidade mais tênue e diversas possiblidades de progresso.
     O processo ideológico neoclassicista ganhou forças no pensamento histórico ilustrado que por meio da arqueologia com escavações de antigas cidades romanas como Herculano, Pompeia e a própria Roma e da história artística protagonizada pelo historiador alemão J.J. Winckelmann, permitiu a redescoberta da antiguidade.




  
   
                           


Referência bibliográfica: http://www.infopedia.pt/$neoclassicismo



Escola de Frankfurt: uma análise das relações do pop-art e a cultura ocidental contemporânea

Confiram abaixo slides que mostram considerações importantes sobre a Escola de Frankfurt, corrente acadêmica alemã ligada a estudos da sociologia, filosofia, psicologia e comunicação:


Confiram abaixo um slide contendo um desenho produzido por mim a lápis, representando os líderes da revolução Cubana, importante manisfestação social latino-americana:

Slides sobre o Artesanato Cearense

Vejam abaixo alguns slides que mostram importantes manifestações artísticas do estado brasileiro do Ceará:
 

O barroco brasileiro

        No Brasil Colonial, a presença dos jesuítas teve grande importância no processo de disseminação do cristianismo católico no interior da colônia. Não por acaso – visando aperfeiçoar suas ações missionárias –, os jesuítas trouxeram da Europa as influências estéticas de cunho fortemente religioso que marcaram o estilo barroco. Na maioria das vezes, esse tipo de criação se manifestou na construção de igrejas e imagens religiosas que tomavam campo nos centros urbanos do país.

         Chegando ao Brasil, as construções de traço barroco se lançavam aos olhos de uma população mista formada por alfaiates, ambulantes, funcionários públicos, indígenas, escravos e vadios. Essa população, na maioria das vezes, só conseguia compreender o sentido dos valores religiosos afirmados pela catequese com a imponência de imagens ricas em que a complexa ornamentação pretendia reafirmar o caráter sagrado dos santos e templos religiosos.

          De forma geral, as obras e construções barrocas eram fabricadas a partir do uso de pedra-sabão, barro cozido e madeira policromada ou dourada. Além disso, existiu uma visível preocupação em se reproduzir movimentos de conteúdo dramático, o uso de linhas curvas, a preferência por construções de porte grandioso e o uso de um impacto visual capaz de chamar atenção dos apreciadores. O barroco tentou exprimir uma religiosidade de princípio medieval com a sofisticação da arte renascentista.

         Dentre os principais representantes dessa arte podemos destacar o escultor Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, e o pintor Manuel da Costa Ataíde. Ambos viveram o auge do barroco no Brasil, na passagem do século XVIII para o XIX, promovendo um estilo próprio que tendeu a eliminar alguns dos excessos perceptíveis nas obras que tinham maior aproximação com o barroco desenvolvido no Velho Mundo.

         O valor educativo lançado à arte barroca é percebido na dinâmica dos elementos trabalhados em suas principais obras. A tensão entre o medieval e o renascentista pode ser observada no uso de imagens austeras combinadas com a sofisticação dos ornamentos. Paralelamente, os itens acessórios tinham um valor narrativo onde o observador poderia identificar um santo e sua história através do dragão de São Jorge; ou a chave dos céus carregada por São Pedro.

       O aparecimento desses artistas no ambiente colonial indicava um período de relativa prosperidade material nas cidades e vilas que se enriqueciam graças aos recursos trazidos pela exploração do ouro, a partir do século XVIII. Em muitos casos, essa nova situação fazia com que mulatos e outras figuras marginalizadas do mundo colonial alcançassem prestígio ou um interessante meio de sustentação.

       Dessa maneira, podemos ver interessantes situações históricas por meio do desenvolvimento de tal arte no Brasil. Uma das mais intrigantes se remete à formação de um mercado consumidor dessa arte de caráter fortemente religioso. As irmandades, igrejas e particulares eram os principais consumidores das construções arquitetônicas e imagens barrocas. Atualmente, o barroco possui grande valor histórico e estético e tem a maioria de suas obras concentradas em regiões do interior mineiro e no Nordeste.
















A pintura barroca

        As obras pictóricas barrocas tornaram-se instrumentos da Igreja, como meio de propaganda e ação. Isto não significa uma pintura apenas de santos e anjos, mas de um conjunto de elementos que definem a grandeza de Deus e de suas criações. Os temas favoritos devem ser procurados na Bíblia ou na mitologia greco-romana.
         É a época do hedonismo de Rubens, com seus quadros alegóricos de mulheres rechonchudas, lutando entre robustos guerreiros nus e expressivas feras.
          Também é a época dos sublimes retratos de Velázquez, do realismo de Murillo, do naturalismo de Caravaggio, da apoteose de Tiepolo, da dramaticidade de Rembrandt. Em suma, o barroco produziu grandes mestres que, embora trabalhando de acordo com fórmulas diferentes e buscando efeitos diferentes, tinham um ponto em comum: libertar-se da simetria e das composições geométricas, em favor da expressividade e do movimento.    


    



                                                    A coroação de Cristo, Van Dick, 1620




                            Fonte: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=246

A escultura barroca

         A aura barroca teve um importante papel no complemento da arquitetura, tanto na decoração interior como exterior, reforçando a emotividade e a grandiosidade das igrejas. Destaca-se principalmente as obras de Bernini, arquiteto e escultor que dedicou sua obra exclusivamente a projeção da Igreja Católica, na Itália. A principal característica de suas obras é o realismo, tendo-se a impressão de que estão vivas e que poderiam se movimentar.
        As esculturas em mármore procuraram destacar as expressões faciais e as características individuais, cabelos, músculos, lábios, enfim as características específicas destoam nestas obras que procuram glorificar a religiosidade. Multiplicavam-se anjos e arcanjos, santos e virgens, deuses pagãos e heróis míticos, agitando-se nas águas das fontes e surgindo de seus nichos nas fachadas, quando não sustentavam uma viga ou faziam parte dos altares.

                                          
                                                     Êxtase de santa Tereza de Bernini









A arquitetura barroca

        
          Na arquitetura barroca, os conceitos de volume e simetria vigentes no renascimento são substituídos pelo dinamismo e pela teatralidade. O produto desse novo modo de desenhar os espaços é uma edificação de proporções ciclópicas, em que mais do que a exatidão da geometria prevalece a superposição de planos e volumes, um recurso que tende a produzir diferentes efeitos visuais, tanto nas fachadas quanto no desenho dos interiores.
         Quanto à arquitetura sacra, as proporções antropomórficas das colunas renascentistas foram duplicadas, para poder percorrer sem interrupções as novas fachadas de pavimento duplo, segundo o modelo da construção de Il Gesú, em Roma, primeira igreja da Contra-Reforma.
         A partir de 1630, começam a proliferar as plantas elípticas e ovaladas de dimensões menores. Isso logo se transformaria numa das características arquitetônicas típicas do barroco. São as igrejas de Maderno e Borromini, nas quais as formas arredondadas substituíram as angulosas e as paredes parecem se curvar de dentro para fora e vice-versa, numa sucessão côncava e convexa, dotando o conjunto de um forte dinamismo.
          Quanto à arquitetura palaciana, o palácio barroco era construído em três pavimentos. Em vez de se concentrarem num só bloco cúbico, como os renascentistas, parecem estender-se sem limites sobre a paisagem, em várias alas, numa repetição interminável de colunas e janelas. A edificação mais representativa dessa época é o Palácio de Versalhes, manifestação messiânica das ambições absolutistas de Luís XIV, o Rei Sol, que pretendia, com essa obra, reunir ao seu redor - para desse modo debilitá-los - todos os nobres poderosos das cortes de seus país. Seguindo o exemplo do Palácio de Versalhes, são construídas nas diversas cortes europérias palácios faustosos, cercados de jardins imensos, aproximando-se do que logo viria a ser o neoclassicismo.
         O Escorial, fusão de estilos e arquitetos, é de uma monumentalidade até então sem precedentes na Europa. Na Itália, ao combinar essas proporções com uma profusa ornamentação maneirista, seus artistas definiram o nascimento da arquitetura barroca.








Palácio de Versalhes, França



                                                       

O nascimento da arte barroca

        O termo barroco tem origem na palavra homônima portuguesa que significa "pérola imperfeita" e foi atribuído a este estilo no final do século XVII com um sentido pejorativo de sinalizar uma fase de decadência do Renascimento. Somente nos primórdios do século XX é que o barroco é devidamente reconhecido.
          O barroco surgiu na Itália a partir de experiências maneiristas de finais do século XVI e expandiu-se rapidamente para diversos países europeus e chegando posteriormente as colônias que os portugueses e espanhóis possuíam na América e Ásia.
           O barroco se caracterizava principalmente pelo exagero, movimento e dramatismo, diferente do estilo renascentista que era mais leve, simples e sereno. O barroco  conseguia atrair diversos fiéis para as igrejas católicas devido a sua arte espetacular e faustosa, daí ser visto também como uma arte da contra-reforma. De uma maneira subliminar conseguia atraír os cristãos católicos, levando-os a aceitar as diretrizes da igreja, visto que o uso de objetos ornamentais finos e luxuosos passou a ser bastante comum no interior dos templos barrocos.